Era uma noite como todas as outras. Estava deitada no sofá a ver televisão. Olhei para o telemóvel, faltavam 10 minutos para a 1h da manhã. Estava quase a adormecer, quando sinto o telemóvel a tremer.
" Vem cá fora. "
Era o que a mensagem dizia. A vontande não era muita, por isso respondi a dizer que estava frio, e que estava quase a dormir. Enviei a mensagem, e pousei o telemóvel de novo.
Passado uns minutos, ele volta a tremer.
" Eu dou-te um abraço. Por favor. "
Senti o meu coração a acelarar, bastante. Levantei-me, e sentei-me no sofá a olhar para o chão a pensar, e agora ?
Calcei os chinelos, e saí à rua. Estava tudo escuro, e frio. Lembro-me de vê-lo a aproximar-se de mim e abraçar-me, com força. Foram minutos que pareciam horas. Sentia-me bem nos braços dele, mas também me sentia estranha, como se aquilo não pudesse estar a acontecer. Senti que ele estava estranho. Afastei-o um bocado.
" - Que se passa ? "
Ele não respondeu. Abraçou-me ainda com mais força, como se não me quisesse largar mais e não disse uma única palavra. Ficámos ali no escuro abraçados um bom bocado, até que me afastei.
" - O que é que tens ? "
Mas mais uma vez, ele não respondeu. Senti-o a aproximar-se lentamente. Cada vez, estava mais perto de mim, até que ficámos com as caras juntas uma à outra. Sentia o nariz dele a tocar no meu. Senti um formigueiro na barriga, como nunca tinha sentido antes. Ele olhou-me nos olhos, bem lá no fundo, mas eu desviei o olhar, não conseguia.
" - Olha para mim. " - disse ele a sorrir, finalmente.
Voltei a olhar nos olhos dele, mas logo a seguir, voltei a desviar o olhar para o céu. Não conseguia.
Ele começou-se a rir. Tocou com a mão dele na minha cara, e voltou-a, para o olhar nos olhos. Eu abracei-o, mas ele afastou-me. Senti a boca dele a aproximar-se da minha bochecha, e os lábios dele a tocar-me. Começaram a descer lentamente até o pescoço, e aí, afastei-o.
" - Pára, a sério. "
Ele não disse uma única palavra, apenas olhou para mim e voltou a abraçar-me.
Eu tinha de ir embora dali. Afastei-o, e comecei a olhar para ele.
" - É melhor eu ir para dentro. "
Senti-o a dar-me a mão. Aproximou-se, e deu-me um beijo na testa. Sorrio para mim, e foi-se embora.
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